O ataque dos Estados Unidos ao Irão comporta um risco sério se o número de vítimas iranianas for muito elevado: o de virar a população iraniana contra o ‘amigo americano’, a quem pediu ajuda para acabar com o regime dos aiatolas. A notícia da morte de dezenas de estudantes numa escola primária, todas meninas, pode ter sido aquilo que na linguagem militar se designa de dano colateral. Mas ainda é cedo para perceber se outras escolas, lares de idosos, hospitais ou bairros civis também foram alvo da “fúria épica” de Donald Trump. Com a ‘tempestade de mísseis’ que se abateu sobre o Irão, é bem provável que parte do arsenal israelita e norte-americano, direcionado para as figuras do regime e em instalações militares, tenha também divergido para outros locais, o que em nada ajuda ao que se pretende que seja o Irão no pós-guerra. Uma nação livre, pacífica, democrática, onde as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, onde o povo tenha oportunidade de escolher os seus governantes, onde a voz de todos seja respeitada. Mas se o grau de destruição e morte for grande - EUA e Israel já deixaram entender que os bombardeamentos vão continuar e de forma generalizados -, o que fica é um sentimento de vingança e revolta, sendo mais difícil encontrar uma figura agregadora do povo iraniano que seja consensual.
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