Fátima é um alvo fácil para ateus e crentes que temperam a fé com uma pitada de racionalidade, quando não de cinismo. O que ali terá sucedido há 100 anos desafia a verosimilhança, tal como muito do que agora acontece põe à prova a benevolência para com um fenómeno que mistura religiosidade popular, mercantilismo de vendilhões do templo e estratégia da Igreja Católica para manter a hegemonia num país cada vez menos praticante.
Depois temos os peregrinos, que chegam a Fátima após dias na estrada, com os pés em ferida e a alma em êxtase, num ritual de fé que nasce de um apelo interior a que não conseguem dizer não, mesmo sem anjos ou senhoras mais brilhantes do que o sol.
Tal como Noé, muitos já fomos desafiados a construir arcas, ou algo equivalente, para fazer face a algum dilúvio. Mais importante do que ter sido Deus ou nós a querer é saber se cumprimos ou recusámos a empreitada. Já nos peregrinos que chegam a Fátima não resta dúvida de que a arca venceu a subida da água.
Fé a preto e branco
Muito antes de João Canijo, Jorge Brum do Canto realizou ‘Fátima, Terra de Fé’ em 1943. O filme está disponível no YouTube.
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