Tenho receio – justificado, afinal – quando a certa altura alguém menciona a necessidade imperiosa de “abrir a escola à sociedade”. Para quem fica deliciado com a expressão e com a ideia de transformar a escola num palco de conquista de audiências e divertimento, relembro que nem sempre “a sociedade” é um bem magnífico. Há uma certa vantagem em separar os dois mundos e em manter uma barragem contra os desvarios, inanidades e perigos “da sociedade”. A recente reportagem do ‘Público’ acerca de ‘influencers’ misóginos, idiotas e pornógrafos que entraram em escolas a convite de associações de estudantes desejosas de popularidade, veio levantar essa questão e merece que se reflita um pouco antes de abrir as portas da escola àqueles que são, naturalmente, seus inimigos. A busca de público e festim garantido não deve ser um critério absoluto na escola. Uma coisa é a escola compreender os mecanismos e o funcionamento “da sociedade”; outra, é abrir os seus portões ao que “a sociedade” produz de mais tolo e pusilânime.
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