Associações académicas, reitores de universidades, direções de politécnicos. Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo – o ministro da Educação propôs (assinalo a palavra “propor”, porque o projeto está em discussão) uma alteração dos “requisitos de entrada no ensino superior”, elevando a fasquia e estabelecendo que os candidatos devem possuir, pelo menos, o nível 3 de literacia e numeracia. A minha crítica ao que vi é a demasiada insistência no conhecimento da língua inglesa e a falta de insistência no conhecimento e prática do Português; o resto é discutível mas não é escandaloso nem despropositado. Percebo bem o pânico das universidades e dos politécnicos porque o problema (além da eventual diminuição do números de alunos) não é exatamente deles, mas reside a montante – no ensino secundário. A crise da literacia não é só nossa: pela primeira vez na história do Ocidente nos últimos 300 anos, a taxa de alfabetização baixou. Ou ficamos contentes da vida – ou fazemos qualquer coisa.
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Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.
A democracia não se defende só com o apelo a tradições e liturgias de há 40 anos.
Basta olhar outros episódios do Médio Oriente para reconhecer a sua repetição.
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