A propósito do seu novo livro, o filósofo francês Pascal Bruckner deu uma bela entrevista ao diário espanhol ‘El Mundo’. Qual a tese deste novo livro de Bruckner? Está no próprio título: ‘Sofro, Logo Existo’. Ou seja: a história do mundo ocidental tem sido a história do fim do heroísmo e a valorização extrema das vítimas. É uma reviravolta assombrosa na história dos entusiasmos culturais – os sonhos de heroísmo que atravessam a Europa desde o final da Idade Média foram substituídos pela intensa reverência à vitimização e às vítimas, uma das marcas deste início de século. Esta valorização das vítimas tem inscrita, na outra face da moeda, a desconfiança em relação aos heróis, quase sempre ‘culpados’ e ‘vencedores’ – e a emergência de pelo menos três gerações de queixosos e ‘crianças mimadas’. Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha, desejosos de provocar a nossa compaixão e de ganharem um lugar no céu dos desgraçados.
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Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
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