A questão interessou-me sempre e, na faculdade, li com prazer o pequeno livro do sempre saudoso Prof. Lindley Cintra intitulado ‘Sobre Formas de Tratamento na Língua Portuguesa’. Uma delícia. Discutiam-se, ao longo do século XX, as diferenças entre “tu”, “vós”, “vossemecê”, “vossa excelência” ou “vossa senhoria” – por aí fora. O “tu” evoluiu bastante. Na década de 1930 apenas 1,5% dos portugueses o usava; nos anos 2000, a frequência subiu para 68% (há um estudo de Ana Sofia Allen sobre o assunto). Nada contra, mas não gosto de ser tratado por tu por uma marca americana de café ou por uma loja online de eletrodomésticos. Não me conhecem. Não andei com eles na escola. Não chegámos a tanto na nossa intimidade. Sou uma pessoa de certa idade. “É para atrair os jovens”, ouço dizer. Acredito – mas vender um frigorífico ou um espremedor de limões não dá à Worten online a liberdade de tratar o meu pai por tu. Ah, acrescentam outros, é o que se usa. Não é verdade; eu trato os meus estimados leitores por Vossas Excelências.
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