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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Blog

14 de maio de 2026 às 00:30

Ao contrário do que pensam as elites cosmopolitas e as nossas discretas mas poderosas oligarquias, ser uma nação implica responsabilidades, compromissos e um conjunto de valores coletivos que podemos discutir quando nos apetecer – mas que têm uma existência real. No nosso caso, há também uma língua. Obter a nacionalidade é, por isso, um processo complexo e não pode ser um negócio para o Estado. Uma vez atribuída a quem pediu para obtê-la e se sujeitou a esse conjunto de exigências, a nacionalidade não se pendura no cabide a aguardar a hora mais conveniente. Daí que a sua concessão deva ser esse “processo complexo”. Tão complexo que, ao fim de vários anos, “retirar a nacionalidade” como castigo suplementar, depois de cometido um crime, consiste numa embrulhada impossível: conceder a alguém o privilégio de ser português significa, antes de mais, equipará-lo aos outros portugueses, submetidos à mesma lei, respondendo pelos mesmos valores e obtendo os mesmos direitos. Ou então a lei não foi discutida como devia.

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