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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Odair Moniz
Atualizado a 18 de maio de 2026 às 11:00

"Não havia uma arma branca": Inspetora-chefe da PJ ouvida no julgamento da morte de Odair Moniz

O que sabemos até agora

- As alegações finais do julgamento da morte de Odair Moniz serão ouvidas, esta segunda-feira, no Tribunal de Sintra. Durante esta sessão também está prevista a audição de uma última testemunha, umas inspetoda da Polícia Judiciária;

- Odair Moniz, de 43 anos, foi morto a tiro na Cova da Moura pelo agente da PSP Bruno Pinto, a 21 de outubro de 2024, depois de ter tentado fugir à PSP e resistido a detenção na sequência de uma infração rodoviária;

- Segundo a acusação do Ministério Público, Odair foi atingido por dois projéteis;

- O julgamento deste caso arrancou a 22 de outubro de 2025 e várias sessões foram marcadas por contradições sobre a alegada posse de uma faca pela vítima.
Hoje às 09h58

Não havia uma arma branca": Inspetora-chefe da PJ ouvida no julgamento da morte de Odair Moniz

A Inspetora-chefe da Polícia Judiciária, Cláudia Soares, começa a testemunhar.

Cláudia Soares explica os procedimentos feitos durante aquela manhã, após chegar ao local do crime: "o objetivo era recriar todos os acontecimentos e tentar encontrar outros vestígios que não tenham ainda sido identificados". A Inspetora-chefe descreve onde estava o punhal na altura em que chegou ao local: "Bolsas e punhal estavam junto a uma mancha hemática [mancha de sangue]. Local onde vítima veio a cair, junto a carro vermelho".

Cláudia Soares acredita que não havia uma arma branca. "É minha convicção que não havia uma arma branca. Quando a vítima cai no chão, não se vê nenhuma arma. Temos imagens de outra perspetiva e não se vê a faca. A mesma não tem qualquer vestígio. No início, em momento algum se ouve falar da faca. Era expectável que se falasse. A primeira coisa a fazer é afastar a faca e acondiciona-la. Isso não acontece. Se a faca fosse manipulada pela vítima, tinha de haver vestígios. A própria vítima ficou com vestígios do agente nele porque houve transferência. O mesmo teria de ter acontecido com a faca. Portanto, acho muito difícil que tenha sido manipulada pela vítima. Parece-me praticamente impossível", prossegue a Inspetora-chefe.

"A vítima estava a resistir com violência à detenção. Os agentes eram novos, estavam com alguma dificuldade a fazer aquela detenção. Não é por acaso que a vítima vai para o sítio de onde saiu, porque é um sítio que está à vontade. O bairro da Cova da Moura é um bairro muito hostil à presença de polícias. Não é fácil de lidar porque se percebe que estão em dificuldades e, possivelmente, estão com receio, porque foram agredidos e estavam com dificuldades na detenção. Acho que estão em desvantagem, não têm muita experiência e foram agredidos. Eu chego ao local e vejo a faca. A faca já lá estava quando lá estávamos. Vi um punhal e os peritos da cena do crime recolheram-na."

Advogado do agente da PSP confronta Inspetora-chefe com relatório pericial à faca. Cláudia Soares responde: "não há vestígios lofoscópicos na faca". 

Hoje às 09h56

Começa a sessão

No início da sessão, o advogado da família de Odair Moniz, José Semedo, pediu "que seja feita Justiça". Já o advogado do agente da PSP acusado da morte de Odair Moniz, garantiu que vão "trabalhar para a absolvição".

Publicada originalmente a 18 de maio de 2026 às 10:01

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