Não vi ‘Entroncamento’, o filme de Pedro Cabeleira que estreia depois de amanhã (o ‘trailer’ é excelente, espreitem), mas – como vem no CM de ontem – é magnífica a ideia de contratar atores ciganos. E chineses, indianos, ucranianos, paquistaneses, cabo-verdianos e são-tomenses, brasileiros e tailandeses. Aliás, o filme está cheio de etnias e pessoas diferentes. Não por decreto, mas porque a paisagem dramática e humana de Portugal não é a de há trinta anos; a forma de ultrapassar a querela imbecil sobre “isto não ser o Bangladesh” é reconhecer que ainda temos óbvios problemas de representação – na televisão, na política, na vida pública, à nossa mesa, no cumprimento da lei, a cantar fado e a ler o Camões, e não apenas “nas redes”, onde quase toda a gente se esconde no meio de tolices. A verdade é que nós, os tugas, não somos assim, tacanhos, mesquinhos e com medo dos outros. Não por causa da “inclusão”, mas porque foi a nossa vida, feita de misturas imprevisíveis. Aprendemos com o tempo, mas a paisagem é esta.
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