Francisco de Goya (1746-1828) nasceu há 280 anos e é um dos motivos – a par de Velázquez, El Greco ou Ticiano – por que devemos visitar o museu do Prado, em Madrid, pelo menos uma vez na vida. Isso significa que devemos sentar-nos diante de ‘La Maja Desnuda’ e de ‘La Maja Vestida’ (e, além dos factos, pensar porque tem sentido a ‘vestida’ ser posterior à ‘despida’), estudar cada rosto e cada corpo (e cada posição das mãos e braços) de ‘A Família de Carlos IV’, imaginar a música para ‘A Cabra-cega’, para ‘El baile de San Antonio de la Florida’ ou para o delicado retrato da marquesa de Villafranca ‘pintando a su marido’. Há um instante de inspiração divina, épica e tenebrosa com os quadros dos fuzilamentos de 1808, puro cinema, ou de ‘Saturno devorando um dos seus filhos’ – até repousarmos, do outro lado dos salões, com as cenas de luta, festa, canalhice, vinho e sedução. Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa. A sua pintura constrói a história do seu tempo, mais do que dependendo dela.
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