Gonçalo M. Tavares
EscritorA morte de António Lobo Antunes é o desaparecimento de uma das grandes, grandes referências da literatura portuguesa. Há muitos autores importantes na literatura portuguesa, mas eu diria que, recentemente, Saramago, António Lobo Antunes e a Agustina Bessa-Luís se assumiam como aqueles focos de luz que mais chamavam os jovens leitores e os jovens escritores. Lobo Antunes tem uma literatura que é também uma linguagem. Uma literatura em que a língua está no essencial. Ele mesmo assumiu a ideia de que, de certa maneira, a narrativa é apenas a mesa onde o estilo se instala. A narrativa é o suporte, mas não é ela que decide. A mão, o estilo, a forma de dizer são o decisivo. Ele escrevia com essa mão em movimento contínuo. Mão louca, alucinada, autónoma. Obsessiva. Mão que ele dizia que jamais pararia. Mesmo depois de morto, a mão estaria a fazer os movimentos da escrita. A mão que não descansa.
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