O Presidente chinês, afamado autocrata e promotor bem-sucedido da impressionante modernização tecnológica chinesa, recebeu com pompa Pedro Sánchez e aproveitou a circunstância para declarar que ambos estavam do lado certo da História. Noutros tempos, uma afirmação desta natureza, proferida pelo secretário-geral do maior Partido Comunista do mundo, teria um significado claro: Sánchez seria um eficaz peão na grande dialética da História que encaminhava irreversivelmente a Humanidade para o grande paraíso comunista. Xi é demasiado inteligente para acreditar que o fulgor ultra-modernista de Xangai possa ter qualquer remota ligação à velha cartilha marxista. A saudação tinha outro sentido. Xi, leitor dos velhos letrados chineses, sabe que as palavras contam e conformam a realidade. Sánchez, intuitivo e de pensamento rápido, também não ignora isso. Ambos compreenderam a importância do momento: o primeiro-ministro espanhol estava a ser entronizado no grande universo do Sul Global. Contra Trump, dirá ele. Contra os EUA, uma grande parte da Europa e um certo conceito do Ocidente, pensou Xi.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Será avisado e justo prever o suicídio da vítima como fundamento da agravação da responsabilidade do autor do crime de violência doméstica.
Eva arrecadou 100 mil euros e mais uns trocos e ganhou uma nova dimensão do mundo que a rodeia.
Xi Jinping sabe que as palavras contam e conformam a realidade.
A lei fundamental que mais tempo esteve em vigor em Portugal deve o seu sucesso à flexibilidade de um texto que provou ser capaz de se adaptar à mudança da vontade política do país ao longo de 72 anos.
Foi vê-los na Primeira Guerra Mundial para a sinalização nas trincheiras.
A minha sobrinha Maria Luísa, a eleitora esquerdista da família, é uma das aristocratas do lugar.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos