Amadeu Guerra é o novo procurador-geral e o seu discurso de posse mostra bem ao que vem. Enunciou um programa de ação com prioridades claras, centradas no combate à corrupção mas não só. Um programa de bom senso e nova dinâmica organizativa, de cima para baixo. Estabeleceu as prioridades e disse estar pronto para trabalhar, comunicar, liderar, dialogar para dentro e para fora, com os magistrados do Ministério Público, o Parlamento e a comunidade em geral. Anunciou também uma nova relação com a PJ, aproveitando os meios desta polícia. Não haverá, portanto, processos sem órgão de polícia criminal a fazer a investigação, como acontece no ‘Influencer’. Ficaram claras as ideias e as linhas vermelhas que não aceita ver ultrapassadas. Amadeu Guerra não é o homem providencial que vem resolver todos os problemas. Não existem homens desses em lado nenhum. Mas a partir de agora, estará na PGR alguém que dá a cara, enfrenta os problemas, que não se deixa levar por lógicas corporativas, que trará segurança decisória e previsibilidade institucional. É uma oportunidade única para consolidar o MP. Será um trabalho de Hércules, dado o estado em que vai encontrar a casa, mas é o homem certo para a missão. Assim a sorte o acompanhe.
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