Rui Vaz de Carvalho
Juiz, vogal suplente da Direção Regional Norte da ASJPCorria o ano de 2016, num Tribunal de Família e Menores, quando um jovem de 16 anos se confrontou com a possibilidade de institucionalização. Afastado da escola, distante da mãe, fechado no seu mundo, resistia à mudança, embora reconhecesse o desvio do seu percurso. Ao tomar consciência do que estava em causa, abandonou a sala e ocultou-se junto a uma porta, entre o medo e a recusa. Fui ao seu encontro, sem formalismos, apenas para o escutar. Disse-lhe que aquela medida poderia não ser apenas imposição, mas oportunidade — talvez derradeira — antes de enfrentar sozinho a maioridade. Pedi-lhe que acreditasse em si. Aceitou. E o caminho começou a corrigir-se.
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A certa altura, retirou uma arma e apontou-ma. O primeiro pensamento foi imediato: devia ser de brincar.
A Justiça cumpre-se quando consegue iluminar a possibilidade de recomeço.
Instituições nada são sem a massa humana que as compõe.
Humanismo e imparcialidade dão sentido à Justiça.
Sinto que o trabalho não é apenas combate, que tem valor social imprescindível.
Sonhamos com uma justiça mais rápida e mais assertiva.
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