Não espanta que André Ventura tenha ficado dececionado. Só o próprio, os seus partidários ou os pessimistas imaginavam que, no domingo, o Chega ia alastrar como a peste. Os resultados das autárquicas não podem ser espelho perfeito das eleições para o parlamento nacional. Desde o 25 de novembro, o sistema político consolidou-se ao centro, ora um pouco mais para a direita, ora um pouco mais para esquerda, em alternância quase perfeita há 50 anos. Com a ventania populista da direita radical nos EUA e em boa parte da Europa, alguns achavam que também este lobo deitava abaixo com um simples sopro a casa dos porquinhos. Nada mais enganador. Não é por acaso que os partidos mais pequenos à esquerda, com assento na assembleia da República, têm tido dificuldade em arranjar figuras de peso entre a população local, que possam ir a jogo. Portugal é um país pequeno, onde há endogamia de personalidades e de interesses que têm sustentado o status quo nas comunidades e, nestes 50 anos, acabado por afastar todas as novidades geralmente conotadas com Lisboa. Por enquanto, o discurso político do medo ajuda mas não chega. Felizmente.
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