Um dos barómetros mais interessantes é do instituto sueco V-Dem que cruza índices centrais da democracia (eleitoral, liberal e se é igualitária, participativa e deliberativa) com dados sobre o poder executivo, legislativo, judicial e a propósito da igualdade e das liberdades civis. Posto isto, há uns dias o último relatório apontou para o facto de a democracia ter regressado aos níveis de 1978 para o cidadão médio global. Os ganhos da “terceira vaga de democratização” iniciada em 1974 em Portugal (e devemos orgulharmo-nos muito desse facto) está nesta era de polarização movida a redes sociais no nível mais baixo em 50 anos para o cidadão médio na Europa Ocidental e na América do Norte. Pela ação de Trump, os EUA perderam o estatuto de democracia liberal pela primeira vez em meio século, com o impacto geopolítico e económico que ainda não podemos cabalmente aferir. Segundo o V-Dem, 74 por cento da população mundial vive em autocracias - que ninguém tenha dúvidas sobre quem são os afortunados do globo. A crise de 2008, o boom das redes sociais e agora a crise de valores e de lideranças estão a adubar a ideia mais perigosa e estúpida: a de que a democracia não é o melhor de todos os regimes. Mas é. Ponto.
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