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Fernanda Cachão

Fernanda Cachão

Editora da Correio Domingo

Caldo entornado

19 de maio de 2026 às 00:30

Há uns 20 e tal anos faltavam restaurantes de classe A ou seja, com classificação ou pretendentes a Michelin, que acompanhassem - diziam - a necessária evolução do setor do turismo, a âncora da economia portuguesa. E foi assim que chegámos ao boom no turismo acompanhado por uma euforia na restauração que fez nascer negócios com viabilidade económica mais curta do que a vaidade de muitos dos chefs. Portugal não é França, nem sequer Espanha. Não tem escala e também por isso, se entendeu a abébia no IVA da restauração, que beneficia igualmente uma miríade de pequenos restaurantes pelo país, agora contestada pelo FMI preocupado [espantai-vos, oh gente que comia em 2011] com a injustiça social que provoca; - pois “beneficiam frequentemente agregados familiares de rendimentos mais elevados”. Ainda que assim seja, e a medida do anterior governo possa ainda beneficiar grandes grupos a operar no setor, a sua reversão aceleraria o colapso de uma miríade de negócios, com impacto significativo no emprego, além de impossibilitar sequer a classe média de ter devaneios. Quanto a outro tipo de ajuda... meus senhores, acertem nas contas como no tempero...

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