Quando entrei na PJ, consumir droga era um crime e havia um departamento autónomo exterior a esta polícia que controlava e reprimia o tráfico. Foram necessárias décadas, e muitos cadáveres, para o poder conseguir descobrir que, afinal, a toxicodependência era um problema de saúde pública, uma doença que precisava de médicos e não de prisões. Foi uma luta, feita de muitos combates. Percebia-se que as polícias poderiam, melhor ou pior, combater o tráfico. E já se sabia que o combate mais eficaz contra os novos consumos passava pela prevenção e por um serviço alargado de apoios aos doentes. Houve alguns anos de políticas sérias. A nível político, jamais será esquecido o nome de João Soares, enquanto presidente da Câmara. A nível médico, é incontornável o nome de João Goulão, timoneiro e resistente, que comanda os serviços de prevenção. Hoje, depois de tanto caminho andado, os investimentos públicos neste domínio tornaram-se uma catástrofe. Não admira que os consumos de haxixe e de cocaína estejam a crescer. Quem não cuida deste drama social corre o risco de o ver agravado. Que o novo governo saiba andar os caminhos que os anteriores ignoraram.
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