A regra nos últimos atos eleitorais, nas democracias ocidentais, tem sido a da subida dos partidos e candidatos populistas, com traços autoritários. Mas qualquer regra apresenta boas exceções. A segunda volta das eleições presidenciais em Portugal foi essa boa exceção: o candidato moderado, partindo de um lugar improvável, goleou. Já o candidato populista perdeu por larga margem. É claro que há quem possa contestar: Ventura só perdeu por muito porque conseguiu passar à segunda volta. Três semanas antes, ficara bem à frente de dois candidatos de centro-direita (Cotrim e Mendes) e de outro de posicionamento político indefinido, mas que se autorotulara "entre o socialismo e a social-democracia" (Gouveia e Melo). Ventura cresceu muito, se olharmos para os seus desempenhos anteriores, e até pode sonhar em disputar a vitória em futuras legislativas (ainda que não necessariamente já na próxima). Mas a ideia forte de 8 de fevereiro não foi essa. O que verdadeiramente foi extraordinário foi que dois terços dos eleitores portugueses que foram votar disseram, de forma inequívoca, que entre "o sistema" e a "rutura", ou entre "a democracia liberal" e uma "aventura autoritária", houve uma claríssima vitória do sistema. E isso é ótimo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Esta presidência norte-americana ficará para a História como uma das piores de sempre.
Apesar da manifesta falta de plano, EUA e Israel obtiveram sucessos militares relevantes.
É no que dá escolher um Presidente incompetente, impreparado e irresponsável.
Rússia vai beneficiar por tabela com a crise energética.
A eliminação de Ali Khamenei não significa a queda do regime.
Discurso sobre o Estado da União foi um chorrilho de mentiras, dislates e insultos.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos