"Antes morrer livres que em paz sujeitos". A frase consta de uma carta, enviada em fevereiro de 1582 ao rei Filipe II de Castela, em que Ciprião de Figueiredo, então corregedor dos Açores, recusava a sujeição da ilha Terceira, e surge como divisa no brasão de armas da região autónoma. Lá estão também dois toiros, numa alusão à Batalha da Salga, em que os castelhanos foram rechaçados com a ajuda de gado bravo. Durante dois anos, a ilha foi o único território que se manteve português após a crise de sucessão de 1580. Dois séculos e meio depois, os terceirenses fizeram nova escolha difícil, ficando ao lado dos Liberais. Foi no âmbito da guerra civil de 1828 a 1834 que Praia e Angra passaram a ser da Vitória e do Heroísmo, os nomes das duas cidades da ilha onde está instalada a Base das Lajes. A Terceira e os Açores, que têm a mais antiga representação diplomática dos EUA (presença ininterrupta desde 1795), não correrão o mesmo risco da Gronelândia, mas com Trump nunca há certezas absolutas de nada. Os tempos e a diferença de forças são incomensuravelmente diferentes, mas receio pelo dia em que nos bata à porta o dilema vivido pelos meus antepassados entre a liberdade e a sujeição...
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