Sendo açoriano, habituei-me a ver as consequências das chuvas fortes. Ribeiras a saírem dos seus leitos, destruindo estradas ou casas, eram um custo do mau tempo que se ia repetindo com uma assiduidade muito para além do desejável. Mesmo com essa experiência, a dimensão da desgraça a que se assiste no continente, sobretudo na zona centro, é arrepiante. Perante tal tragédia, falar de futebol parece despiciendo. Mas o que se passou no clássico é tão grave que merece o maior coro de críticas possível. E assim junto aqui a minha voz àqueles (nomeadamente no caderno Mais Sport) que colocam o dedo na ferida aos acontecimentos do Dragão. Villas-Boas prometeu uma nova postura e já apontou, de modo acertado, falhas e hipocrisias do futebol português. Mas perde credibilidade (e não é alguma, é toda) quando embarca no crónico "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". E o pior é que quem devia regular a modalidade assobia para o lado a cada nova atitude eticamente reprovável. Esquecem-se que quando os diques cedem, a enxurrada leva tudo à frente. Mas pelos vistos quem está à frente dos maiores clubes, da Federação e da Liga não teme ser arrastado para o baixo nível.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Os dirigentes desportivos não receiam serem arrastados numa enxurrada de baixo nível.
Numa era em que se valoriza muito o parecer, é decisivo o timing do aparecer.
FC Porto e Sp. Braga podem ir longe na Liga Europa, beneficiando Portugal.
Clube da Luz é o 19.º do Mundo com mais receita, mas há várias nuvens no horizonte.
Há um limite para a cedência face ao receio do poderio americano?
Ruben Amorim e Rui Costa têm de conviver com as escolhas que fizeram.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos