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João Moniz

João Moniz

Jornalista

A liderança que (não) se vê

07 de fevereiro de 2026 às 00:30

Este domingo há eleições presidenciais. Aproveito o fim do ciclo de dez anos de Marcelo Rebelo de Sousa para uma breve reflexão sobre liderança. O ainda Presidente da República é o exemplo máximo de um líder que privilegia o aparecer. Isto em plena era das redes sociais em que o parecer tem mais peso mediático do que nunca. Mas muita da missão de um líder é cumprida nos bastidores, longe da vista pública. Diria mesmo que é nesse âmbito que ocorre o trabalho mais importante. Temos dois exemplos recentes no futebol português. Frederico Varandas lidou com o caso Hjulmand com recato absoluto. Determinou o que entendia ser necessário (e parece-me óbvio que o capitão do Sporting levou uma reprimenda) sem se preocupar com a aparência dessa decisão. Reinaldo Teixeira, por sua vez, apressou-se a vir lamentar em público o chumbo pelos clubes da I Liga de uma medida que em privado não conseguiu que fosse aprovada. E pelo meio volta a atravessar-se pela centralização dos direitos da TV quando, a cada dia que passa, é mais notório que na bola nacional não há garantia de compromisso nenhum quando está em causa dinheiro. Lá está, o presidente da Liga valoriza muito o parecer à custa do decisivo timing do aparecer.

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