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Luciano Amaral

Luciano Amaral

Professor universitário

Chegar-se à esquerda

22 de junho de 2026 às 00:30

A amálgama sempre foi a forma preferida de a esquerda interpretar a direita no poder. Segue mais ou menos assim a teoria: nada, na realidade, distingue a direita dita “democrática” da “extrema-direita”, que estão sempre prontas a juntar-se, porque, na verdade, não são coisas diferentes. Foi esta a teoria que guiou as últimas campanhas eleitorais da esquerda, mesmo depois de Luís Montenegro ter repetido que não se coligaria com o Chega. E não coligou mesmo. Pois de nada serviu. A esquerda insiste que há uma coligação informal, já que AD e Chega são iguais na imigração, nas prestações sociais, nisto e naquilo. A teoria da amálgama estava para ser consagrada por estes dias, com a aprovação do “pacote laboral” pelo Chega. Era o fim inequívoco do “não é não”, era a “cheringonça”.

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