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Luciano Amaral

Luciano Amaral

Professor universitário

Como vão acabar?

31 de agosto de 2026 às 00:30

Passou já meio ano sobre o início da guerra que, ao fim de 15 dias de bombardeamentos devastadores, ia acabar dali a “duas ou três semanas”, segundo quem a lançou, o Presidente dos EUA, Donald Trump. As forças armadas do Irão foram então arrasadas, boa parte da chefia do país decapitada e o seu programa nuclear ainda mais atrasado. Mas isto não bastou para os EUA obterem o que pretendiam: instalar no Irão uma chefia disposta a colaborar. Pelo contrário, ajudaram inadvertidamente à ascensão da sua secção mais radical, a dos Guardas Revolucionários, que resistiram graças a uma arma económica fundamental, o bloqueio do trânsito de petróleo pelo estreito de Ormuz. Apesar de esta arma ter sido parcialmente anulada pelo contrabloqueio americano, que transferiu para o Irão os fantásticos custos da falta de circulação de petróleo pelo estreito, a sua eficácia tem durado.

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