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Luciano Amaral

Luciano Amaral

Professor universitário

Insegurança social

24 de agosto de 2026 às 00:30

O relatório do grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social (SS) deu origem a uma mais do que previsível e inútil cacofonia: que o Governo quer destruir a SS, que se prepara para a “privatizar”, isto e aquilo. O Governo não quer nada disso. Desde o Código do Trabalho que foge de “reformas estruturais” como o diabo da cruz e varreu logo o relatório para debaixo do tapete. Mas o relatório tem um grande mérito, o de revelar à opinião pública a ilusão da existência de um excedente enorme do sistema, o que aliás seria uma incrível singularidade portuguesa. Bem podem José Luís Carneiro e outros dirigentes partidários e sindicais dizer que o relatório “mistura alhos com bugalhos”, ao consolidar as contas do sistema previdencial com as da Caixa Geral de Aposentações (CGA) – que era o sistema dos funcionários públicos. Mas esse exercício tem de ser feito. Se não gostam da maneira como o grupo de trabalho o fez, devem propor a sua.

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