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Artigo exclusivo

Seis menores assassinados por familiares em oito meses

Este ano já morreram 26 pessoas em contexto familiar - 16 mulheres, seis crianças e quatro homens -, quase tantas como nos 12 meses de 2025.

24 de agosto de 2026 às 01:30

Um adolescente asfixiou a mãe, em Algés; um filho incendiou a casa e matou a mãe, em Viana do Castelo; um jovem tirou a vida à namorada, à facada, em Sintra; um antigo guarda fiscal assassinou a ex-mulher a tiro, na Trofa; um homem matou o irmão, em Ponta Delgada. Nos primeiros 16 dias de agosto morreram cinco pessoas em contexto de violência doméstica, transformando 2026 num ano particularmente trágico. Em apenas oito meses, segundo o levantamento do CM feito a partir dos casos noticiados, já morreram 26 pessoas, quase tantas como em todo o ano de 2025 (27) e mais do que em 2024 (22). Entre as vítimas mortais deste ano há 16 mulheres, quatro homens e seis menores, algo absolutamente inédito, com as crianças e jovens a serem usados, na maioria dos casos, como instrumento de vingança em cenários doentios de ciúme - Elisei, de 3 meses; Kiara, de 4 anos; Lara, de 8; Bianca, de 16; e ainda dois recém-nascidos cujos corpos foram colocados junto ao lixo, nos Açores e em Cascais.

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