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Para o bem e para o mal, na minha memória cabe o tempo em que a seleção portuguesa de futebol não ganhava nada. Era o tempo das grandes vitórias morais e das pequenas alegrias avulsas. Havia craques de primeira linha, gerações a que chamaram de ouro, talento transbordante. Mas no fim, trocado por aquilo que interessa… nada ou muito pouco. Portugal recebia elogios e com isso íamos vivendo. Depois veio Ronaldo e o sossego acabou. Títulos, números históricos, estatísticas absurdas, memórias eternas. Com CR7 a Seleção Nacional aprendeu conceitos como a persistência, o inconformismo, a teimosia. A indisponibilidade mental para ouvir dizer ‘jogámos como nunca, perdemos como sempre’. É tempo agora de olhar em frente. Sem lágrimas ou queixumes. Ronaldo sai da Seleção mas a Seleção não fica viúva de Ronaldo. E este será, porventura, o maior legado que um dos melhores jogadores mundiais de todos os tempos deixa no espaço da equipa nacional.

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O legado de Ronaldo

Com CR7 a Seleção Nacional aprendeu conceitos como a persistência, o inconformismo, a teimosia. E passou a ganhar

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Argentrino mostra, afinal, que sabe que o futebol se joga com pés e com a cabeça e não com uma mão a encobrir a boca.

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