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Mário Pereira

Mário Pereira

Editor de Desporto

Prestianni voa

17 de outubro de 2026 às 00:30

A frase é do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: "O que não me mata torna-me mais forte". E aplica-se na perfeição à história de Luca Prestianni no Benfica. O processo pelo qual o miúdo argentino passou em fevereiro, numa altura em que tinha acabado de fazer 20 anos, tinha tudo para deixar uma nódoa para a vida. Nem interessa agora voltar a questionar se foi réu ou vítima na quezília verbal com Vinícius Junior. O que importa é relevar a forma como sobreviveu a esse pesadelo e saiu dele como uma nova atitude perante a vida. E no seu caso pessoal, perante a profissão que abraçou. E isto é uma demontração de força mental, acima de tudo. Emerge agora, na nova época, como a grande figura do futebol que por cá se joga. Ver Prestianni a deleitar-se com a bola é um regalo. Em determinados momentos devolve-nos a ideia da essência do futebol de rua, daquele jogo maravilhoso que nos prende a este desporto desde crianças. Prestianni voa. E mostra, afinal, que sabe que o futebol se joga com os pés e com a cabeça e não com uma mão a encobrir a boca.

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Argentrino mostra, afinal, que sabe que o futebol se joga com pés e com a cabeça e não com uma mão a encobrir a boca.

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