Não vale a pena bater no ceguinho: ao perder Lisboa e Porto como perdeu, Passos teve uma noite humilhante.
Nada que um observador atento não previsse. Basta dizer isto: para o ‘cidadão comum’, a primeira dificuldade sobre Teresa Leal Coelho (Lisboa) e Álvaro Almeida (Porto) era lembrar-se dos nomes respectivos.
Será preciso dizer mais? É preciso: ontem, os barões apareceram para pedir a cabeça de Passos. Entende-se a lógica – e a fúria.
Mas, a menos que o próprio a entregue numa bandeja, há três questões. Quem avança contra Passos? Quem sente que tem o partido do seu lado? Quem deseja liderar a oposição (durante dois ou até seis anos) quando o PS vai cavalgando as sondagens?
Até agora, silêncio. Uma coisa é certa: depois desta noite, já não há desculpas. Nem para Passos, nem para os seus críticos.
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