Sempre que a Europa sofre um atentado, existe uma espécie de reflexo gastrocólico que produz as pérolas conhecidas. Podem ser apelos lancinantes para ninguém ceder à ‘islamofobia’; pode ser uma sessão de autoflagelação pelos crimes do Ocidente (desde as Cruzadas); ou então uma mistura de ‘condenação’ e ‘compreensão’. Os criminosos e as suas vítimas não passam de um detalhe.
Curiosamente, ainda não encontrei estas pérolas depois de Westminster. O que se compreende. Nos dois últimos anos, a Europa sofreu centenas de ataques islamitas. Tradução: mais de 300 mortos, mais de 800 feridos. O que permite concluir que, mesmo para cabeças em avançado estado de putrefacção, começa a existir a arrepiante possibilidade de que podia – e ainda pode – ser com elas. E ninguém quer ficar mal na foto se o azar tirar o retrato.
Bons tempos, esses, em que o terrorismo era só uma promoção de carreira.
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