Na telenovela do familygate, nunca esteve em causa a possibilidade de um governante andar a celebrar contratos com o governo a que pertence. Isso é ilegal e, antes de ser ilegal, uma paródia imoral. O ponto estava na possibilidade de um familiar de um governante poder fazer negócios com o Estado.
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Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
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