Uma crise política? Impensável, diz o Presidente da República. E, de facto, é: se as eleições autárquicas mostraram alguma coisa foi a relativa fraqueza dos partidos da nação. Deixemos de lado o PC e o Bloco, por motivos caridosos. Nem o PS tem o país a seus pés, nem o PSD está pronto para tomar conta da loja. Quem, em juízo perfeito, deseja uma crise e eleições logo a seguir?
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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