No momento em que escrevo, Lisboa continua uma incógnita. Mas só este impasse chega e sobra para uma primeira conclusão: a noite foi melhor do que se esperava para o PSD.
Seria sempre melhor, se tivermos em conta que o resultado de 2017 foi pavoroso. Mas resistir em Lisboa, vencer no Funchal e enviar o presidente da Associação Nacional de Municípios para casa (Manuel Machado, em Coimbra) é um trunfo para Rui Rio.
Será que isto chega para ele continuar ao leme ao partido? Dificilmente. Na noite autárquica, as sondagens para as legislativas revelaram o mesmo retrato: o PSD continua a ter ‘poucochinho’ e ao PS falta ‘poucochinho’ para uma maioria absoluta.
Destas autárquicas, Rio não sai com uma dinâmica de vitória. E, sem isso, os seus rivais internos podem continuar a afiar as facas.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
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Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.