Entendo o dr. Costa: as boas notícias são óptima propaganda. Mas como atirar foguetes e, ao mesmo tempo, não acordar as esquerdas anestesiadas? Difícil.
Com a economia a crescer, as clientelas do Estado lá começaram a bater nos tachos.
E agora, com a Standard & Poor’s a garantir-nos financiamento mais barato, como podem o PCP e o Bloco pedir às suas seitas que continuem a aceitar uma dieta de sapos?
Aliás, se dúvidas houvesse, bastaria contemplar as primeiras páginas de ontem.
O ‘Público’, em letras garrafais, anunciava que o país saiu do lixo como se tivéssemos encontrado petróleo no Beato. Ao lado, no ‘DN’, o primeiro-ministro ocupava a frontaria para pedir rigor nas contas públicas.
Eis, em resumo, a batalha política do futuro: de um lado, as esquerdas esfomeadas com vontade de ir ao pote; do outro, um governo cativo da sua própria propaganda que também deseja conservar o pote intacto.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.