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João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Por conta própria

24 de julho de 2026 às 00:30

O destino de Luís Montenegro está agora ligado ao destino de Luís Neves. O primeiro-ministro lá saberá as linhas com que se cose. Se existir uma explicação lícita e decente para a sucessão de casos que atormentam o ministro da Administração Interna, o silêncio de Neves e a inacção de Montenegro serão vistos como medalhas de resistência e probidade. Se, pelo contrário, as justificações não colherem e os indícios se confirmarem - descaminho e abuso de poder, no caso do famoso atrelado -, a conta dos estragos vai directamente para a mesa do primeiro-ministro. As sondagens, até ver, não o assustam? Verdade. Mas os humores do povo são voláteis - e ainda está por apurar o impacto adicional da turbulenta digitalização dos exames. Uma coisa é certa: desta vez, Montenegro não tem Pedro Nuno Santos do outro lado para o redimir por comparação.

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Por conta própria

Uma coisa é certa: desta vez, Montenegro não tem Pedro Nuno Santos do outro lado para o redimir por comparação.

Danos colaterais

Entre a pressa digital do Ministério e o zelo analógico das escolas, os alunos que se lixem.

Amigo pântano

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De mal a pior

O processo de digitalização foi imprudente e caótico - e as primeiras reacções do ministro também.

Duas listas

A Selecção Nacional está bem entregue a Jorge Jesus.

Ir pelo cano

O poder político nasce do cano de uma arma, dizia o camarada Mao Tsé-Tung.

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