O país vive de escândalo em escândalo. Todas as semanas, é sempre possível encontrar mais um vexame desde que nunca se repita o anterior.
Exemplo: o surto de legionela, que só na quinta deu tréguas, infectou 54 pessoas e matou 5. Mas esta vergonha já não teve a animação de outros carnavais. Termos mais um morto do que na semana anterior (e mais 8 casos) converteu-se em chá com torradas.
Aliás, por falar em chá com torradas, que dizer da comida asquerosa nas cantinas? Eram lagartas, fezes de rato e outras iguarias exóticas. Esta semana, as denúncias continuaram. Mas o pessoal já não tem estômago para esses pratos.
A forma como os escândalos se devoram uns aos outros é meio caminho para nunca se apurar nada. E para ninguém merecer reparo.
Razão tem o dr. Costa em nunca pedir desculpas ou assumir responsabilidades. Ele sabe que tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é enfado.
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O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
Ainda teremos saudades da velha teocracia iraniana.
O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.