Em 2013 um cidadão de Campo Maior teve o impulso de insultar em Elvas o então presidente da República e não se inibiu de o fazer em frente da sua própria família. Mas ficou chocado, coitadinho, porque a polícia o deteve em frente da sua própria família. Na altura, as redes sociais entraram em transe, divulgando a fake news de que o processo contra o cidadão partira de Cavaco, o que era falso. A autoridade tem de agir quando se atinge a honra do chefe de Estado. Uma década depois, outro cidadão ficou “chocado” com um momento de humor do programa ‘Isto É Gozar com Quem Trabalha’ que gozou à fartazana com as diatribes no Canadá do actual presidente da República: a cena do decote pelo qual entra frio, a cena da gorda sentando-se em insuficiente cadeira e o glorioso discurso ‘Somos Bacalhau’, que apagará para sempre da memória do mundo o discurso ‘I Have a Dream’, de Martin Luther King. O cidadão chocado, curiosamente, não terá ficado ofendido com o comportamento e as incríveis declarações proferidas pelo chefe do Estado, mas apenas com as resultantes piadas de Araújo Pereira. Já nas redes sociais a malta ficou chocada com Marcelo. Veremos se este pede a suspensão do processo ao programa, como Cavaco pediu em 2014. Marcelo, como Cavaco, é amigo da liberdade de expressão, a qual, segundo o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, deve acomodar insultos a figuras públicas, mesmo que aborrecidos.
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