Ficaram para a segunda volta o falador e o silencioso. O falador, André Ventura, fala muito, fala sempre. Sabe falar, fala às vezes desabridamente, muitas vezes escandalizado, fala sempre, fala a toda a hora para os media dizendo que os media não o deixam falar, fala às vezes com humor e em linguagem solta, fala do país mas fala mais de si mesmo, porque quando fala do país é para dizer, aberta ou veladamente, que é o salvador da pátria. Salvador de quê? Da corrupção, que há por todo o lado menos no seu partido; do Bangladesh, dos ciganos; e do “socialismo”, palavra que usa com o mesmo horror que noutros tempos se usava “comunismo”. A ameaça do “socialismo”, visto por Ventura pelo seu prisma sem outras cores que a sua, faz com que para ele os neonazis do 1143 não tenham importância, como disse em entrevista (RTP 1), um grupo por onde andam doidos e criminosos e malta do Chega com vontade de fazer mal pela violência a quem não lhes fez mal nenhum.
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