Era uma vez um pequeno país, bonito até mais não, habitado por um povo que não se sabia governar e era por isso muitas vezes governado pelos seus piores. Esse povo, como era muito antigo, dava-se ao luxo de ser desconfiado, individualista, auto-maldizente e fatalista, mas ao mesmo tempo esperançoso e elogioso, porque era contraditório, como todos os povos.
Achava-se pequeno, pobre, ignorante, escorraçado e maltratado pelos outros povos. Não tinha armas: nem uma economia forte, nem uma elite brilhante, nem políticos que o orgulhassem, nem armas de guerra, que não serviriam para nada.
Mas este povo tinha uma poção mágica: o futebol. Era um jogo que se jogava com uma bola. Durante o ano inteiro, durante todos os anos, usava a poção mágica para não olhar para as tristezas da vida individual e colectiva. E, aos poucos, a muito custo, conseguiu fazer do futebol uma arma, a fisga de David. Com essa fisga, o David destruiu um dia a guilhotina, que era a arma de um povo Golias. Nesse dia, este pequeno povo renasceu para si mesmo.
Teria sido apenas por um dia, por uns dias? Não sei o fim da história. Terão de ser os leitores a escrevê-lo.
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