Ao ver as espantosas fotografias do nosso planeta, tiradas pela tripulação a bordo da cápsula Orion que se dirige para a Lua, lembrei-me de uma passagem do romance 'Orbital', de Samantha Harvey, que venceu o Booker Prize de 2024: "Talvez sejamos os novos dinossauros e tenhamos de ter cuidado." Nestes tempos ásperos de guerra, a primeira incursão que os humanos fazem fora da órbita terrestre em mais de 50 anos – depois da alunagem da Apollo 17 em 1972 – é um bálsamo. Acompanhar a jornada desafiante destes astronautas, três norte-americanos e um canadiano, na missão Artemis II da NASA, é uma aventura que nos faz refletir sobre os limites e as ameaças que pairam sobre a Terra, enquanto dá esperança ver o ímpeto de quem se testa em nome do conhecimento espacial. Afinal, somos um grão de areia inserido numa engrenagem que nos ultrapassa. E constatamos que o nosso maior inimigo somos nós mesmos. "Nada nos prepara para o espetáculo de ver o nosso planeta iluminado como se fosse dia", reagiu a especialista de missão Christina Koch perante a beleza das imagens que estão a correr mundo. Alimentados a tortilhas e salsichas, estes quatro heróis carregam nas costas o peso da humanidade. Estamos todos com o coração virado para a Lua.
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Estes quatro heróis carregam nas costas o peso da humanidade.
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