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Carlos Fiolhais

Carlos Fiolhais

Físico

A crise da esquerda europeia

30 de junho de 2026 às 00:30

Estes não são tempos fáceis para os partidos de esquerda da Europa. Dentro da União de 27 países, só há três governos de esquerda, todos eles de esquerda moderada: o de Espanha, liderado por Pedro Sánchez; o da Dinamarca, liderado por Mette Frederiksen; e o de Malta, encabeçado por Robert Abela. Mas Sánchez chefia uma ‘geringonça’ que está a tremer perante os casos de corrupção. O Congresso de Deputados espanhol acaba de aprovar uma moção que exige a sua demissão, ou, pelo menos, a submissão de moção de confiança (o Junts, partido nacionalista da Catalunha, deixou de apoiar o governo). Apesar de ter sido brava com Trump na questão da Gronelândia, Frederiksen caiu nas eleições de Março para 22%, ficando com um governo minoritário. Só em Malta a esquerda vai bem: o Partido Trabalhista está no poder desde 2013. Nas eleições de Maio conseguiu uma maioria absoluta (52%) e um inédito quarto mandato consecutivo (o que se explica por a economia de Malta ir de vento em popa). A esquerda também marca presença no governo de coligação alemão, o que só se explica pela ameaça da extrema-direita.

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