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Sérgio A. Vitorino

Sérgio A. Vitorino

Jornalista

Escolha

07 de junho de 2026 às 00:30

Tenho lido com grande atenção as dezenas de notícias, artigos de opinião e publicações sobre a, necessária, substituição dos caças F-16 da Força Aérea Portuguesa. E, tirando um caso particular, não encontro ninguém desse conjunto de novos especialistas (e mesmo entre a maioria dos atuais ou ex-militares) a focar-se naquele que, para mim, deverá ser o fator decisivo da futura aquisição: a sobrevivência do piloto. Discutem-se política, origem, milhões, fábricas em Portugal e peças. A poupança na eventual opção por um avião de combate mais barato (mas menos capaz) poderá ser balançada com o aumento doloso do risco para os pilotos? Revoltante. Em equipamentos militares principais como este (o único meio de Defesa Aérea do País) a escolha pelo melhor não deve ter no preço (negociado até ao tostão) um óbice, nem ser influenciada por ideologias. As opções são, até, bastante simples: dar aos nossos pilotos de caça a alternativa de regressarem à base para voltar a combater; ou enfrentar em declarada inferioridade o inimigo e, provavelmente, ser abatido.

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