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Leonor Pinhão

Cronista

Balanço do Mundial: O futebol sob ataque

25 de julho de 2026 às 00:30

O Mundial terminou com a vitória da Espanha. Não poderia ter havido vencedor mais justo. Os nossos vizinhos portaram-se muitíssimo bem do princípio ao fim da prova e, como prova do seu requinte internacionalista, tiveram o bom gosto de não ganhar à seleção de Cabo Verde que foi a grande vencedora do prémio de simpatia da prova. O empate sem golos frente à equipa da antiga colónia portuguesa foi o único jogo que a Espanha não ganhou tendo-se revelado ao mundo, nesses 90 minutos sem golos jogados em Atlanta, a estrela maior do mundial dos remediados, o guarda-redes Vozinha que, aos 40 anos e sem clube, fez sete defesas impossíveis garantindo o nulo e a celebridade eterna. Depois do seu 0-0 inaugural com os valentes cabo-verdianos a Espanha levou de vencida tudo e todos que lhe apareceram pelo caminho, incluindo Donald Trump, despachando sem piedade seleções iludidas sobre as suas reais capacidades, como Portugal, e seleções que eram francamente superiores nas suas capacidades, como a França, mas a quem faltou aquele “je ne sais quoi” que faz os campeões.

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