Tânia Laranjo

Jornalista

Sondagens

13 de janeiro de 2026 às 00:30
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Há sondagens para todos os gostos e estados de espírito. Umas dão Ventura como vencedor absoluto, outras garantem uma vitória tranquila a Seguro ou a Mendes, e há ainda as mais criativas, que colocam Cotrim e Gouveia e Melo no pódio. A única certeza é simples: no domingo à noite ninguém vai saber quem é o novo Presidente da República - mas todos vão jurar que “sempre souberam”. Se houver Ventura na segunda volta, teremos uma guerra a dois digna de remake histórico: Mário Soares vs. Freitas do Amaral, versão século XXI, com mais tweets e menos cachimbo. Não ganhará necessariamente o melhor; perderá Ventura. Ainda assim, para ele, ficar em primeiro ou segundo será apresentado como uma vitória épica, quase uma aclamação popular. Mesmo sabendo que perde, ganhará na narrativa e nas horas de antena. E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram. 

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