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Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

E agora?

17 de agosto de 2026 às 00:30

Há uma chamada telefónica que se lê nesta edição, na íntegra. De um lado, um agente da PSP. Do outro, um miúdo que queria contar que era vítima de violência doméstica. Não é preciso acrescentar muito ao que ali se ouve. O polícia disse-lhe que tinha de arranjar um adulto para fazer a queixa. E depois deixou-lhe uma possibilidade estreita: fazê-lo dentro de uma determinada janela do horário de expediente. Quinze dias depois, este miúdo matou a mãe. E agora?

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E agora?

De um lado, um agente da PSP. Do outro, um miúdo que queria contar que era vítima de violência doméstica. Não é preciso acrescentar muito ao que ali se ouve.

Desta vez houve tiros

É isto que devia preocupar. Não apenas a droga que se vende, mas a facilidade com que a violência pode aparecer no meio de quem passeia, trabalha ou simplesmente atravessa a rua.

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