Não há nenhum Município neste País que considere suficiente a verba que lhe foi/será alocada por parte das Autoridades de Gestão dos Fundos Comunitários no âmbito do seu PEDU ou PARU. As ambições são muitas, as necessidades mais ainda e as verbas disponíveis tão globalmente exíguas quanto individualmente aquém das expectativas.
No Norte, vários Municípios perceberam as condicionantes existentes e, sem descurarem o apelo a uma revisão das "regras do jogo" tão breve quanto possível, aceitaram assinar tais contratos numa lógica responsável de compromisso com as populações, os seus pares e os seus interlocutores, regionais e nacionais. Outros, sentiram-se de tal forma lesados nas suas pretensões que optaram por não o fazer, o que é legítimo.
O que não é legítimo, é politicamente reprovável e legalmente duvidoso, é que o Governo opte por negociar diretamente com os queixosos e queira mobilizar recursos de todos para conquistar a anuência de alguns.
Também por isto, importa definir um modelo de reforma administrativa em que o responsável da principal instituição regional não tenha que hesitar entre as ordens de quem o nomeia e os interesses da Região que se supõe representar.
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