Nunca se falou tanto em barris. Milhões de barris de petróleo, a preço de ouro graças à guerra com o Irão. Portugal tem reservas para 93 dias de consumo e libertou agora, segundo regras da UE, 2 milhões de barris, 10% do total. O português pensa em barris do género do barril de vinho. Pura imaginação! É "barril" porque no início da indústria do petróleo nos EUA, no século XIX, o petróleo era transportado em barris de madeira. Para padronizar medidas, convencionou-se que cada barril levava 42 galões (159 litros). A produção passou a ser medida em barris. O governo, às voltas com os barris, admite uma crise energética. Timidamente, toma algumas medidas avulso e admite outras, se for preciso. Mas só se a Europa decretar a tal crise energética. A ministra Maria da Graça Carvalho já disse que aguarda "o que os outros países vão fazer". Fugiu-lhe a boca para a verdade: vamos esperar e rezar. Em Espanha, o governo avançou logo com 80 medidas, como a redução do IVA de 21% para 10% nos combustíveis, electricidade e gás natural. Por cá, disserta-se sobre medidas, preços, fundos, reservas e apoios. Os portugueses traduzem e dá-lhes para cismar em falta de pilim, cacau, guito ou carcanhóis.
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À ministra, fugiu-lhe a boca para a verdade: vamos esperar e rezar...
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