A maioria dos portugueses ignora o que sejam mercados financeiros. Num qualquer 'vox populi', pergunte-se a alguém se sabe o que isso é. O povo embatuca, há irónicos que brincam. "Sei o que é o Mercado do Bulhão e pouco mais!" Leigos inventivos imaginam engravatados a receber ordens de compra e venda nas Bolsas de Londres e Nova Iorque, até na de Lisboa. Quem dá as ordens? Poucos sabem, não têm rosto. O esquema parece simples: há guerra, fecham o Estreito de Ormuz, compram-se e vendem-se ativos, ações ou moeda. Há quem ganhe milhões num instante, enquanto sobem os combustíveis, as batatas e as cebolas. Porquê? A resposta é sempre a mesma. "São os mercados a funcionar!" Ensina-se nas faculdades que os mercados, físicos ou virtuais, são ambientes que funcionam como ponte entre quem tem dinheiro de sobra (ditos investidores) e quem precisa de guito, sejam empresas ou governos. O povinho não é para aqui chamado. Ao barulho entram bancos, fundos, seguradoras e multimilionários. Aos pobres de fundos explica-se que "o sistema é assim!" Aceita-se, que remédio! Moral de sempre: haja guerras! Sobem os preços, os mercadores embolsam milhões, é o mercado a funcionar!
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O povinho não é para aqui chamado... São os mercados a funcionar!
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