Vai por aí grande confusão sobre o que é Pátria e/ou Nação. Confuso mas convicto, o ministro Leitão Amaro concluiu que “patriotismo é bom, nacionalismo é que é mau!” Que há diferenças lá isso há, mas tirar esta conclusão é baralhar ainda mais os portugueses. Simplificando, a Nação (ou Estado-Nação) é uma comunidade que partilha cultura, língua e um território. A Pátria é um conceito emotivo, uma realidade afetiva. D. Afonso Henriques foi o nosso primeiro nacionalista. Queria uma Nação e conseguiu. Se era patriota ou não sabe-se lá! Pessoa diz: ”a minha Pátria é a Língua portuguesa!” Um conceito para lá da política e do território. Confusos ficam os imigrantes que lutam pela naturalização. Corre-nos nas veias, por muito que custe a alguns, uma misturada de sangue celta, visigodo, judeu, magrebino, negro e por aí fora. Resquícios do Nacionalismo e do Império. Com a nova Lei da Nacionalidade, 3, 5 ou 7 anos de vivência legal no país para se ser português é uma questão subjetiva. Falar português e inserir-se na Nação é necessidade objetiva. Instalada a confusão de conceitos, ainda acabam os imigrantes naturalizados a defender com brio a Nação, sem ninguém saber bem o que é a Pátria.
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