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Isidro Morais Pereira

Major-general

Afinal o que Moscovo queria era invadir em paz!

16 de julho de 2026 às 00:30

Moscovo indigna-se sempre que a Ucrânia comete a ousadia de responder à invasão como quem está, de facto, a ser invadido. O Kremlin invade, bombardeia, ocupa, destrói cidades, atinge centrais elétricas, portos, bairros residenciais e infraestruturas civis. Mas basta Kiev atacar uma refinaria, um depósito de combustível ou um alvo ligado à máquina militar russa para Dmitri Peskov surgir, solenemente preocupado, asseverando que esses ataques “só prolongam o conflito”. É comovente ver Moscovo tão inquieta com a duração de uma guerra que decidiu começar.

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